Ele quis, por um momento, esquecer. Esquecer que, ao menos, existia. Sabe, ele queria explodir. Queria acordar sem dores, sem culpas. Queria ter a consciência limpa, queria ser menos julgado. Ele queria parar de abraçar o travesseiro nas noites frias e também parar de molhá-lo com suas lágrimas. Ele quis ser o melhor pra alguém, mas infelizmente foi usado. Hoje, ele é meio vazio, meio sozinho, meio-a-meio. Hoje, ele não consegue mais se lembrar de quantas janelas ele pensou em se atirar, nem de quantas vezes pensou em ingerir seus anti-depressivos de uma vez só. Hoje ele só lembra de três palavras ditas por um amigo bem próximo; “siga em frente”
“Eu poderia escrever um texto para essa foto, tudo que pensei ao ver de perto esse senhor sorrindo com o que estava lendo e o mais legal de tudo é que nenhum funcionário ficou vigiando ou quis tira-lo da loja.”